sexta-feira, 22 de março de 2013

O Diário de Anne Frank - resenha

Alguns pessoas me falaram que meu ultimo post sobre O Diário de Anne Frank ficou um 'pouquinho'...grande demais. É, não posso negar que seja verdade, mas isso só aconteceu devido ao fato de que eu sou meio suspeita para falar sobre a Anne. Digamos que eu sou meio suspeita pra falar da Anne ... amo a Anne. A história de vida dela, os sonhos que tinha e que não conseguiu realizar. Sou uma verdadeira fã da nossa adorável Anne. Então foi meio impossível para mim, fazer um post curto.

Mas agora eu voltei, com outro post sobre a mesma. Mas, juro que dessa vez, será breve e curto. Apenas do livro realmente. E não, como no ultimo post, sobre a vida de Anne Frank ( que foi o que fiz). Por que alias, esse blog é sobre resenhas de livros, e não sobre a bibliografia dos personagens dos mesmos, certo ?

Vamos lá.

O livro conta a história de Anne Frank, uma garota judia em plena 2º Guerra Mundial (1942), que junto aos seus pais e irmã, foge do Holocausto que estava ficando cada vez mais forte em Amsterdam-Holanda e se esconde no ' Anexo Secreto ' com mais 7 pessoas. 

Anne leva com ela, seu objeto mais precioso, seu diário ganhado no aniversário de 13 anos. E nele, relata seus dias escondida no Anexo, onde sonha com o fim da guerra, liberdade e justiça. 

Os oitos refugiados do terror da Grande Guerra passam 2 longos anos escondidos, com a ajuda de amigos que lhes trazem comida e roupas necessárias para passar o frio de inverno do país. Em 4 de agosto de 1944, o Anexo Secreto é descoberto por gestapos. Todos que estavam no Anexo são levados para campos de concentração na Holanda, Alemanha e Polônia. Em 15 de março de 1945, Anne morre de febre  tifóide, devido as péssimas condições dos campos. Apenas o pai de Anne sobrevive até o término da guerra.

Nenhum sonho de Anne foi realizado. Exceto por um; viver após a morte. Anne é sem duvida, um exemplo de vida para pessoas do mundo inteiro. 

Anne está viva em cada um de nós.

sábado, 29 de dezembro de 2012

O Diário de Anne Frank



'O Diário de Anne Frank' é um diário, um diário real que pertenceu a uma garota judia chamada Anneliesse Marie Frank mais conhecida como Anne por familiares e amigos. 

Com o fim da Primeira Guerra, em 1918, a Alemanha, derrotada, encontrava-se em uma profunda crise. Para sair da guerra e manter o que restou de seu exército, a Alemanha viu-se obrigada a assinar o acordo de paz chamado “Tratado de Versalhes”. Esse tratado, além de responsabilizar a Alemanha pela Primeira Guerra, proibia o país de fabricar armas, tanques e aviões; obrigava a devolução de territórios conquistados e a redução do exército alemão, além de exigir o pagamento de uma indenização aos países vitoriosos, pelos danos de guerra. Essas imposições criaram na Alemanha um clima de revanchismo, revolta, por parte da população que estava se sentindo humilhada. 

Em 1923, Hitler, estava indignado com as péssimas condições que os alemães enfrentavam, oriundas da derrota na guerra. Hitler defendia a hegemonia da raça ariana, alegando que a Alemanha só se reergueria quando os povos se unissem “num só povo, num só império, num só líder”. Outras etnias, como judeus e negros, deveriam ser executadas. Hitler não gostava de judeus, pois afirmava que a Primeira Guerra só fora desastrosa por conta da traição dos judeus que 'invadiram' o país, roubando o emprego das pessoas, assim, levando o povo Alemão a miséria dentro do seu próprio país. 

Os alemães viam em Hitler uma salvação para a crise que o país enfrentava. Rapidamente o partido cresceu. Agricultores, jovens, soldados, em todas as classes, tornaram-se adeptos do novo partido, assim a Alemanha se tornou Nazista, comandada por seu líder Adolf Hitler. Foi nessa época em que Anne Frank nasceu, no dia 12 de Junho de 1929 na cidade de  Frankfurt am Main, na Alemanha.

Em agosto de 1934, Hitler assumiu o cargo máximo e se proclamou Führer (líder, em alemão). Sua primeira medida como ditador foi a execução de milhares de judeus, comunistas, homossexuais, negros e outros nos campos de concentração. Esse episódio ficou conhecido como “Holocausto”. Devido a chegada de Adolph Hitler ao poder, aos 4 anos de idade, Anne foi obrigada a sair do país com sua família, assim indo para Amsterdã, na Holanda, onde poderiam ter uma vida relativamente normal.

É uma leitura muito interessante para quem gosta da 2ª Guerra Mundial e quer saber um pouco mais sobre os bastidores do ponto de vista de quem foi realmente vítima: a população européia, no caso do livro, os judeus.

Anne Frank era uma garota carismática, simpática, rodeada de amigos e tinha como sonho, se tornar escritora ou jornalista. Em 12 de julho de 1942, ela ganhou um diário de presente de aniversário de 13 anos, que a partir daquele dia viria a ser seu grande 'companheiro', onde ela passaria a expressar suas opiniões, desejos, vontades, medos, inseguranças, onde ela passaria a contar sua vida de uma maneira ao todo. Na data em que o ganhara, Anne já fez suas primeiras anotações: “Espero poder contar tudo a você, como nunca pude contar a ninguém, e espero que você seja uma grande fonte de conforto e ajuda.”

Diário de Anne Frank

Em julho de 1942, Margot Frank (irmã de Anne) recebeu uma carta do Escritório Central de Emigração Judaica. Era um aviso prévio, ordenando que ela fosse para um dos campos de concentração nazistas. Devido a isso, o pai das irmãs Frank, decidiu que era hora de se esconder.

Anne fugiu do Holocausto aos 13 anos, junto aos pais e a irmã no dia 9 de julho de 1942 e viveu escondida no fundo do prédio onde se pai trabalhava, lugar onde eles chamavam de 'O Anexo Secreto' juntamente a família van Pels, constituído por Hermann, Auguste e Peter Van Pels que tinha 16 anos de idade. E, em seguida, em novembro, foi a vez de Fritz Pfeffer, um dentista amigo da família, de se esconder juntamente no abrigo. 

Os únicos que sabiam dos moradores escondidos eram Victor Kugler, Johannes Kleiman, Miep Gies e Bep Voskuijl  que trabalhavam no escritório, juntamente com o marido de Gies, Jan Gies e o pai de Voskuijl, Johannes Hendrik Voskuijl. Eles também foram os "ajudantes" dos moradores do anexo secreto no período de confinamento. Estes eram a única ligação entre o mundo exterior e os ocupantes da casa. Eles os mantinham informados das notícias da guerra e seus desdobramentos políticos, atendiam todas as suas necessidades, garantiam a sua segurança, e lhes forneciam alimentos, uma tarefa que ficou mais difícil, quando a guerra foi avançando.

No esconderijo, o Diário de Anne Frank era o único instrumento de liberdade que ela possuía, e nele, relatou a vida cotidiana do Anexo Secreto, as transformações sofridas por cada um dos ali residiam e a angustia daqueles dias. Anne se dirigia ao diário, chamando-o de Kitty, como se ela fosse uma amiga. O que eu pude perceber nas palavras da menina, é que ela era uma garota muito a frente do seu tempo que tinha desejos, vontades e ideais incomuns para uma garota da sua idade. No seu diário, Anne Frank anotou os seus sonhos, de sucesso e de paz. Não chegou a ver cumprido nenhum deles.

Anne Frank

Apesar da vida precária que passou a viver, Anne não desistiu de seus sonhos, e acreditava que logo a guerra fosse acabar, e assim poderia voltar a viver em paz, e correr atras de tudo que desejava.

"...Finalmente percebi que devo fazer os deveres de escola, para não ficar ignorante, para continuar com a vida, para me tornar uma jornalista, porque é isto que desejo! Eu sei que posso escrever. Algumas de minhas histórias são boas, minhas descrições do Anexo Secreto são bem-humoradas, boa parte de meu diário é vivo e interessante, mas... resta saber se realmente tenho talento."

"Quando escrevo consigo afastar todas as preocupações. minha tristeza desaparece, meu ânimo renasce! Mas - e esta é uma grande questão - será que conseguirei escrever alguma coisa grande, será que me tornarei jornalista ou escritora?..."

Parte do que esta menina desejou, tornou-se realidade. Anne escreveu grandes coisas, não da forma como ela imaginou. Talvez se estivesse viva, teríamos grandes obras de Anne Frank, mas tornou-se conhecida por muitas pessoas que ela jamais conheceria, pessoas do mundo inteiro.


Anne Frank

Os sonhos e esperanças da adolescente ficaram registrados nas páginas secretas do seu diário. No decorrer do tempo, é possível ver o amadurecimento da garota. Anne não pode viver tudo o que queria, seus sonhos, seus projetos, pois se manteve 'trancada' no Anexo, sem puder realmente desfrutar da vida, ou seja, teve que amadurecer rápido, e viver uma realidade que não condizia muito com a sua idade. Anne Frank foi apenas mais uma no meio de tantos e tantas.

Em meio a tanto medo e insegurança causado pela guerra, Anne também começa a descobrir o amor, se apaixonando lentamente por Peter Van Pels (16 anos em 1942, quando conheceu Anne, mas o romance se deu em 1944 - tendo ele 18 anos recém completados, e final dos 14 anos de Anne), garoto judeu que também estava escondido junto a ela no Anexo Secreto. Romance breve, porém reprovado pela mãe da garota, e também pela mãe do garoto. Elas diziam que não era tempo de se apaixonar, mas sim de esperar por melhoras da guerra.

A new fictional diary by Peter Van Pels (l.), 'Annexed' by Sharon Dogar, includes racy accounts of the boy's alleged romance with famous WWII diarist Anne Frank (r.).
Peter Van Pels e Anne Frank

É triste ler os últimos escritos de Anne, em Junho e Julho de 1944. Eles transbordam alegria e esperança com as notícias da chegada do Dia D, que chegam através do rádio. Esperanças que se esvaziam no dia 4 de Agosto, quando o Anexo Secreto é descoberto pelo Gestapo (Polícia de Segurança Alemã), em consequência da denúncia de um informante que jamais foi identificado. Anne e os outros sete habitantes são presos.

Duas semanas antes de ser presa, Anne escreveu: "É impossível para mim construir a minha vida sobre o caos, o sofrimento e a morte. Vejo o mundo a transformar-se num meio selvagem, posso escutar o trovão que se aproxima e, um dia, irá destruir-nos a todos. Sinto o sofrimento de milhões de pessoas. E, no entanto, quando levanto os olhos para o céu, sinto que, de alguma forma, as coisas hão-se melhorar, que esta crueldade há-de acabar e que a paz e a tranquilidade voltarão."

Toda a família é presa. Seguem-se viagens para os campos de concentração na Holanda, na Polônia e na Alemanha. Os residentes do Anexo Secreto são transportados para Auschwitz. Anne e Margot são transportadas para o campo de concentração de Bergen-Belsen. Ali milhares de pessoas morrem de fome e de doença todos os dias. Margot e Anne contraem febre tifóide. Margot morre antes, dias depois Anne Frank morre aos 15 anos em Março de 1945.

Semanas depois o exército dos aliados entra na Alemanha. Milhões de pessoas morreram nos campos de concentração. O pai, Otto Frank foi o único membro que sobrevivente do Anexo Secreto e a ele se deve a publicação do Diário de Anne Frank.

Uma garota cheia de sonhos e desejos, mas que por ignorância da humanidade, não pode realiza-los. Algo que podermos ver muito claramente em uma das passagens do Diário, é o desejo de Anne de 'viver após a morte', não no sentido literal, mas no sentido de deixar sua marca no mundo. Anne tinha o desejo de que suas palavras fossem lidas por toda e qualquer pessoa. Ela queria ser lembrada.
      
"... eu sempre reclamava por não conseguir desenhar, mas agora me sinto felicíssima por saber escrever. E se não tiver talento para escrever livros ou artigos de jornal, sempre posso escrever para mim mesma. Mas quero conseguir mais do que isso. Não consigo me imaginar vivendo como mamãe, a Sra. Van Daan e todas as mulheres que fazem seu trabalho e depois são esquecidas. Preciso ter alguma coisa além de um marido e filhos a quem me dedicar! Não quero que minha vida tenha sido em vão, como a da maioria das pessoas. Quero ser útil ou trazer alegria a todas as pessoas, mesmo àqueles que jamais conheci. Quero continuar vivendo depois da morte! E é isso que agradeço tanto a Deus por ter me dado este dom, que posso usar para me desenvolver e para exprimir tudo que existe dentro de mim!"

Anne ela não escreve de maneira que passe a agressividade explicita da guerra, ela escreve de maneira profunda, Anne Frank consegue passar todo o peso da guerra em suas palavras. O Diário da Anne não serviu apenas para retratar o que houve naqueles anos, mas para provar até onde o homem é capaz de ir. 

O Diário de Anne Frank não é somente o diário da Anne, é acima de tudo, a própria Anne Frank.

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Devemos levar a história de Anne Frank como uma lição de vida. Podemos observar o que o poder é capaz de fazer com pessoas inocentes. Devemos acreditar que juntos possamos fazer uma história diferente, no qual a violência se torne a paz, o individualismo se torne a união, onde juntos possamos fazer uma comunidade unida não importando a religião, cor ou a classe social. 

"Todos vivemos sem saber porquê e para quê. Todos procuramos ser felizes. Todos vivemos de modo diferente e, no entanto, somos todos iguais."


O Diário


“Cerca de dez anos depois do fim da guerra, vai parecer esquisito quando se disser como nós judeus vivemos, comemos e conversamos aqui. (…) Não quero ter vivido inutilmente, como a maioria das pessoas. Quero ser de utilidade e alegria para as pessoas que vivem à minha volta e para as que não me conhecem” escreveu Anne em seu diário.


O Diário de Anne Frank, foi traduzido em mais de 60 línguas e é o segundo livro mais lido em todo o mundo de não ficção, depois da Biblía. Em 1960 O Anexo Secreto em Amsterdã, abriu-se como um museu.  Mas se você, assim como eu, não pode ir AINDA para Amsterdã visitar o local, tem o site oficial, onde você pode ver o Anexo Secreto através de fotos e em 3D. 
XOXO.Aboutmefree

Passagem;"Somos demasiado jovens para lidar com problemas destes, mas eles surgem-nos pela frente e obrigam-nos a procurar soluções, embora, a maior parte das vezes as soluções se desvaneçam perante os factos. São tempos difíceis, estes: ideais, sonhos e esperanças nascem no nosso interior, apenas para serem esmagados pela dura realidade. Admira-me que não tenha abandonado todos os meus ideais. Parecem tão absurdos e impraticáveis. E, no entanto, agarro-me a eles, porque ainda acredito, acima de tudo, que o ser humano é bom, no fundo."

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

A Maldição do Tigre


Há dias venho adiando para postar aqui. Motivo; pura preguiça!!

Tenho muitas ideias a mente, porém não é tão simples organiza-las como eu achei que seria.

Primeiramente 'FELIZ NATAL' para todos!! (sei que ninguém está lendo AINDA, mas é legal a ideia de pensar em leitores imaginários apreciando meu humilde texto).

Acho que estou levando horas pra fazer esse simples texto. Não sei porque de repente todas as ideias desapareceram da minha cabeça. E com toda essa barulhada de Natal dos vizinhos, acho que minha cabeça começa a girar de uma maneira que não achei que fosse possível, e todas as ideias simplesmente SOMEM! ps; estou escrevendo na vésperas de Natal (23:58), imagina a barulheira.

Ok, acho que já enrolei demais. 

Vamos ao tema:  Há poucos dias eu li A Maldição do Tigre da Colleen Houck da Editora Arqueiro.

Maldição do tigre, A
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Sinopse; Paixão. Destino. Lealdade. Você arriscaria tudo para salvar seu grande amor? Kelsey Hayes perdeu os pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração: um lindo tigre branco. Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livre ao lado dele. O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço. Determinada a devolver a Ren sua humanidade, Kelsey embarca em uma perigosa jornada pela Índia, onde enfrenta forças sombrias, criaturas imortais e mundos místicos, tentando decifrar uma antiga profecia. Ao mesmo tempo, se apaixona perdidamente tanto pelo tigre quanto pelo homem.

Não preciso nem dizer que a capa desse livro é espetacular né ?!?!! A capa é extremamente linda, ela brilha conforme a luz bate nela. Claro que a capa não faz o livro, mas convenhamos, uma boa e convidativa capa ajuda MUITO na hora de decidir que livro levar, vai negar ? Quando eu bati os olhos na capa, fiquei louca para ler esse livro, e mais louca ainda depois de ler a Sinopse. 

O tema do livro é totalmente diferente de tudo que eu já havia lido. Tem breves passagens românticas que vão se aprofundando no decorrer do livro. De um momento para o outro, você se vê preso na história, devorando-a com entusiasmo a fim de saber como vai se dar o relacionamento da garota com o tigre. Mas no finalzinho do livro você fica em dúvida, está certa a Kelsey de seguir a razão invés do coração?

A história começa com Kells procurando por um emprego com finalidade de pagar a faculdade, pois a garota perdeu os pais e mora com os tios. O único emprego que ela consegue achar é serviço temporário num circo, onde ela vai ajudar na limpeza, bilheteria e com os animais. Nesse circo, Kells conhece o tigre de olhos azuis que tanto a encanta. No decorrer do tempo, a menina cria um tipo de 'laço' com o tigre. 

Após uma das apresentações, Sr. Kadam, um velho indiano compra o Tigre Dhiren (Ren), e 'engana' Kells, a fim de que a garota acompanhe o tigre em sua jornada para chegar a uma reserva na Índia. Mas na verdade, Kelsey apenas é levada até a Índia pois o homem acredita que ela seja a única capaz de quebrar a maldição que foi imposta a Ren há 350 anos (maldição onde ele apenas pode se transformar em homem por 24 minutos a cada 24 horas)

Kells então começa uma aventura por toda Índia em templos, cidades perdidas, cavernas com objetivo de descobrir como quebrar a maldição do tigre.. tigres...what?... No decorrer do caminho, ela conhece Kishan, irmão de Ren, que também sofre com a maldição (será ele o culpado de tudo??? ;X). 

O livro tem algumas partes que eu, sendo uma preguiçosa por natureza, realmente tive muitaaa preguiça pra ler. São essas aquelas partes do livro em que a personagem começa a descrever tudo de maneira muito complexa, e no final você vê que não fez diferença nenhuma tanta explicação pra algo que não tem importância nenhuma. Um exemplo exagerado para vocês entenderem; ‘ela olhava as folhas verdes secas que caiam no chão devagar, algumas amarelas, outras mais vermelhas por causa do outono, que vem depois do verão, que é uma estação do ano’. Em suma, uma enrolação que eu necessariamente não gosto, mas isso vai do gosto de cada pessoa. Em compensação, para balancear toda a enrolação de algumas partes, existem passagens onde a história praticamente 'corre'. 

O Romance... um mal necessário né ?? O bom do romance desse livro, é que não é uma coisa 'grudenta' -algo que odeio- os personagens não precisam de fato ficar trocando beijos e juras de amor a todo e qualquer momento para demonstrar a paixão que roda sobre eles...Eles são mais do tipo que demonstram o amor com briguinhas e xingamentos, coisa que adoro. Preciso dizer que diversas - DIVERSAS- vezes tive vontade dar um belo de um tapa na cara da Kelsey, sacudi-la e dizer 'GAROTA, DEIXA DE SER IDIOTA'. Ela fica diversas vezes se rebaixando, acha que não é boa o bastante para Ren, e por isso quase.. (quase ?!?!) acaba desistindo do seu amor por pura insegurança.              

Super recomendo! Estou ansiosa para ler o próximo volume O Resgate do Tigre, porém vou ter que esperar um pouco. Estou com uma pilha de livros para ler. E o volume dois dessa serie está em 5º lugar nessa pilha ^^                                                                                                        XOXO. Aboutmefree

Passagem; "Ele ficou descansando em silêncio, mas manteve os olhos em mim, seguindo meus movimentos Aproximei-me lentamente da jaula. Eu me sentia atraída pelo animal e não conseguia controlar uma compulsão muito forte e perigosa. Era um impulso quase tangível. Talvez porque eu sentisse que eramos ambos solitários ou talvez porque ele fosse uma criatura tão linda. Não sei o motivo, mas eu queria - eu precisava - tocá-lo."

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

The Begin

Fato 1: não sou professora de português! Alias, até minha professora de português erra, barbaridade ne??!?! HAHAAH'
Fato  2: errar é humano!!

Como muitos por ae costumam dizer; Durante o banho, você repassa sua vida inteira, além de fazer um belo de um espetáculo e também planejar seu futuro, não é mesmo ?!?! Pois é, a ideia desse  blog veio justamente de um turbilhão de pensamentos em que tive enquanto espumava meu cabelo, que por acaso, cai muito. Tanto que meus amigos costumam dizer que poderiam fazer milhões de perucas, e ficarem ricos com a venda das mesmas. Não, não estou exagerando!!

Quer saber ? Eu acho que eu realmente poderia fazer perucas e vende-las. Quem sabe assim eu teria dinheiro para comprar todos meus maiores desejos; Livros. . . livros. . . livros. . . meu piano. . . e mais livros!!! Tudo bem, podemos acrescentar mais algumas coisinhas nessa lista, como uma jaqueta militar, um vestido de renda, um salto bapho cheio de mustaches, um coturno preto, oxford floral, algumas tendencias pin-up e vintage. Ah!! também quero um quadro do Guitar Hell, e um poster do Charlie Chaplin, da Marilyn Monroe e do Gene Kelly. Ta... exagerei.

Brincadeiras a parte.
         
Eu queria um lugar pra comentar sobre os livros que ando lendo. Não sou boa para resenha, nem para resumos.. Se tem uma coisa que sou boa é ; contar o livro detalhe por detalhe. Ou seja, um erro fatal aqui. Não quero dar spoilers do livro, pois quem sabe, vocês leram o mesmo se eu os deixar intrigados (coisa que duvido muito). Por isso, eu juro; vou me esforçar para não lhes dar Spoilers.

Meu pai sempre quis que eu lesse. Desde pequena ele sempre me incentivava a leitura. Não adiantava, a preguiça aqui batia forte demais. Ler era algo realmente chato para mim, algo impossível. Ele dizia; 'Leia, leia qualquer coisa, livros, revistas, gibis, jornais, leia um pouquinho a cada dia para criar o habito, mas sempre leia!'

So que não. Eu era preguiçosa e pequena demais para tentar criar coragem para ler.

Até o dia em que eu assisti Harry Potter e Pedra Filosofal. Encantada era a palavra certa. Isso foi em 2004, ainda nem havia lançado Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. Fiquei encantada por aquele mundo que o filme proporcionou, e apesar de na idade (8 anos) ser a idade que eu realmente não gostava de ler, achei que podia abrir uma exceção para Harry Potter. Eu queria descobrir esse mundo, explora-lo por inteiro. Para dizer a verdade, eu queria fazer parte desse mundo....ok... ainda quero. Então meu pai comprou o livro Harry Potter e a Pedra Filosofal pra mim, resgatando do fundo do seu coração, uma pequena e nobre esperança de que talvez, eu o lesse.

Três dias. Três dias foram o necessário para que terminasse o primeiro livro com 264 paginas. Para uma criança que odiava ler, e tinha apenas seus 8 anos de idade, em plena terceira serie, você pode chegar a conclusão de que o livro realmente me fascinou. Entusiasmado com isso, meu pai comprou o segundo Livro.
Devorei as 327 paginas igualmente rápido, e de repente eu senti que leitura, era algo realmente ... MARAVILHOSO. A única coisa que eu queria a partir daquele dia era ; livros, livros, livros e mais livros...

Terminei o 3º ano agora, porém ainda não trabalho. Sou totalmente dependente do meu pai, o que nos leva a questão. Não posso comprar todos os livros que desejo. Infelizmente. Mas sempre que ele pode, ele compra de bom grado, um novo livro para que eu possa tentar enriquecer minha mente.

Como diz nosso grande, eterno e sábio Alvo Dumbledore; 'Palavras são, na minha nada humilde opinião, nossa inesgotável fonte de magia. Capazes de formar grandes sofrimentos e também de remedia-los'.                                                                                                                      XOXO. Aboutmefree